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Reforma do Mapa Judiciário                    Citius                    Venda de Imóveis - Segurança Social
   

14-06-2008

Negócio da China
 

Varas Mistas de Guimarães

Quase um ano após a inauguração das Varas Mistas, o modo como foi encontrada a solução para instalar aquela instância judicial, suscita dúvidas. Segundo a edição desta quarta-feira d'O Comércio de Guimarães, o edifício foi comprado por um milhão e 800 mil euros e alugado ao Estado por 33 mil 750 euros mensais, durante 10 anos. De acordo com os termos do contrato de arrendamento, o Estado pagará em dez anos mais de quatro milhões de euros sem ficar proprietário do imóvel. São valores que levam a questionar a opção do Governo neste processo. Mas há mais. Ao concurso que o Ministério da Justiça diz ter promovido e publicitado, apenas concorreu uma empresa, a JAG S.A. No entanto, o Ministério da Justiça celebrou contrato de arrendamento em Janeiro de 2007 com a Algarvau, uma empresa que apenas registaria o edifício arrendado em Março do mesmo ano. É perante estes factos que o presidente da Concelhia de Guimarães do PP questiona o processo. Rui Barreira, que na Assembleia Municipal de Outubro último revelou o conteúdo contraditório da resposta do Governo a um requerimento do seu Partido sobre este processo, questiona a legalidade jurídica do negócio.
O PP diz que remeterá à Câmara os factos apurados ficando a aguardar pela reacção do Presidente da Câmara. Uma coisa garante Rui Barreira: o PP vai exigir total esclarecimento deste processo.

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02-03-2008

"É uma dor vivida em silêncio"
 

"É uma dor vivida em silêncio"

Uma redistribuição de efectivos iniciada em 2005 deslocou 400 oficiais de Justiça do Norte para Lisboa. A situação era temporária, mas três anos depois há famílias a sofrer com a distância imposta pela tutela. Três mães partilharam com o JANEIRO o drama das suas vidas…
Quem inventou a distância deve ter inventado também a saudade, e são sobretudo relatos de saudade, que se mesclam com a incompreensão e com os problemas de ordem financeira, os factores que concorrem para o enorme descontentamento dos cerca de 400 oficiais de Justiça que, desde Janeiro de 2005, e cumprindo o exposto num diploma aprovado pelo efémero governo de Pedro Santana Lopes, em que era ministro da Justiça José Pedro Aguiar-Branco, foram deslocados oficiosamente dos tribunais da Região Norte em que exerciam funções para a Grande Lisboa, onde os efectivos disponíveis não eram suficientes para assegurar a necessária celeridade processual.
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02-03-2008

O Governo errou nas férias judiciais
 

Rui Rangel

Rui Rangel não tem dúvidas que o Governo errou profundamente na redução das férias judiciais e defende que o primeiro-ministro, “que foi o autor principal desta medida”, devia ter a humildade democrática de o reconhecer, já que a mesma em nada veio ajudar a resolver os problemas com que este sector se debate. Para o presidente da Associação de Juízes pela Cidadania, em entrevista ao JUSTIÇA & CIDADANIA, “o poder judicial, que é determinante e estruturante de qualquer sociedade e de qualquer Estado organizado e de direito”, não pode estar sujeito às tentações dos políticos de quererem exercer um “poder tentacular que consiga manietar todos os outros poderes”. Quanto às reformas em curso no sector da justiça, o juiz desembargador entende que as mesmas deviam ter tido um período de maior “discussão, para que essa mesma reforma fosse absorvida pelo sistema”.
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08-02-2008

Polícia europeia em e-learning
 

WebPol

Está em fase de arranque o projecto europeu WebPol, liderado pela Polícia de Valência , que tem como objectivo utilizar as novas tecnologias para a criação de um centro virtual de treino para as autoridades de várias cidades europeias.
O WebPol apresenta-se como ferramenta para responder à necessidade de cobrir novos métodos de treino para as polícias locais europeias, aproveitando o potencial das novas tecnologias e sistemas de informação.
Partindo de um pressuposto de colaboração entre todos os envolvidos na plataforma, e apontando para o carácter interactivo do projecto, o WebPol envolve ferramentas como chats, instant messaging ou fóruns para a formação de agentes da autoridade.
iGov

 

08-02-2008

MJ melhora circulação de processos

O Ministério da Justiça (MJ) apresentou oficialmente o portal CITIUS, uma aplicação informática com a qual o organismo pretende melhorar a circulação electrónica de processos judicias e ao mesmo tempo reduzir as taxas de Justiça.
O programa foi apresentado pelo secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira, que revelou à Lusa que este se encontra já em funcionamento nos tribunais de Sintra, onde já é possível entregar peças processuais cíveis e de trabalho por via electrónica através de um site específico .
De acordo com nota do MJ, esta ferramenta pode ser utilizada por advogados e solicitadores e permite que «os processos circulem electronicamente entre tribunais, evita o desperdício de tempo em tarefas inúteis e repetitivas, elimina os custos em deslocações, selos, registos e fotocópias e reduz entre 25 a 50 por cento as custas judiciais».
Segundo dados avançados pela tutela, tendo por base o número de processos entregues em 2006, com a ajuda do CITIUS podem ser abrangidos «mais de 70 por cento de processos», ou seja, mais de 560 mil.
A partir do próximo dia sete de Abril o programa deverá estar a funcionar em todos os tribunais de primeira instancia, prevendo o MJ que a partir do final de Junho o CITIUS será o único meio de entrega electrónica de peças processuais e documentos e a única via a ser utilizada pelos magistrados judiciais.
Já para Setembro o CITIUS deverá cumprir as regras do novo regulamento das custas judiciais, o que significa que «quem optar pela utilização deste sistema informático terá uma redução das taxas de Justiça que vai dos 25 aos 50 por cento», esclareceu João Tiago Silveira.
iGov

 

08-02-2008

ASAE diz que não há fundamento para processo

ASAE

A ASAE diz que não há fundamento para que seja julgada em tribunal. Esta é a posição assumida pela Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica na contestação a um processo interposto, há cerca de um mês, por um grupo de empresários da restauração.

Segundo a contestação feita pelos serviços jurídicos da ASAE não há argumentos válidos para a autoridade alimentar se sentar no banco dos réus.
TSF

 

08-02-2008

Notas à solta

O país anda numa excitação. Senão, observe-se esta fantástica sequência. Existe um edifício público que reverte a favor de um Casino, mas não existe responsável político pela “transferência da propriedade”. Depois vem o caso de um ministro que terá assinado 300 despachos numa única noite. A seguir surge o Director Nacional da Polícia Judiciária a reconhecer a “precipitação” das autoridades no Caso McCann. Para ajudar à exaltação, um jornal de referência afirma que o primeiro-ministro, na sua condição de “jovem técnico”, terá assinado vários projectos para soberbas “moradias de emigrantes”. De acordo com o mesmo jornal, o primeiro-ministro, enquanto “jovem político”, teria acumulado um pequeno subsídio pela exclusividade à causa pública. Que Portugal é este? É um país translúcido, previsível e pequeno. O Portugal “moderno” é um país em roda livre onde a irresponsabilidade e o expediente resumem toda a ortodoxia democrática.
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08-02-2008

Tribunal obriga Ministério a readmitir mais 50 trabalhadores

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado reclama vitória sobre o Ministério da Agricultura. Depois de todas as providências cautelares que tinha apresentado até hoje terem sido indeferidas pela justiça, o Tribunal Central Administrativo do Sul deu agora razão ao sindicato quanto aos trabalhadores forçados a ir para a mobilidade.

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08-02-2008

A corrupção e o bastonário

Inventam. Difamam. Ameaçam. Mas não enganam ninguém. Marinho Pinto limitou-se a dizer que o rei vai nu.
É verdade que o fim da corrupção não pode efectuar-se magicamente, por decreto. Mas é só meia verdade. Porque é por decreto que o cerco pode ser apertado com eficácia e os grandes corruptos exemplarmente punidos. A indefinição de que gozam essas fantásticas entidades que dão pelo nome de lóbis e impunidade de que gozam ainda as offshores são o mais evidente exemplo do laxismo que por aí corre. Eliminar as offshores na nossa ordem jurídica, não lhes reconhecendo personalidade jurídica, nem lhes permitindo nenhum tipo de actividade no país, e penalizar os que por elas dão a cara seria mais do que suficiente para obrigar os grandes corruptos a mudar de vida ou procurar outras águas para as suas negociatas.
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08-02-2008

Destruição de escutas telefónicas afinal respeita a Constituição

Tribunal Constitucional

O Tribunal Constitucional (TC) já não considera inconstitucional a destruição de escutas telefónicas consideradas irrelevantes para os processos sem que o arguido delas tenha tido conhecimento prévio. Segundo apurou o JN, a mudança de posição relativa a três anteriores acórdãos de secções do TC aconteceu num plenário do tribunal. Oito juízes conselheiros votaram a favor da declaração de constitucionalidade, enquanto cinco votaram contra. Desta forma, como as decisões de plenário se sobrepõem às de secções, deixa de haver riscos de anulação de escutas telefónicas em muitos processos ainda não analisados naquele tribunal, incluindo o Apito Dourado.
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08-02-2008

José Veiga finta penhoras do fisco

José Veiga

O ex-director do Departamento de Futebol do Benfica, José Veiga, continua a sua luta com a Administração Fiscal. No passado dia 7 de Dezembro, dia em que apresentou o seu livro ‘Como Tornar o Benfica Campeão’, vários elementos da direcção-geral de Contribuições e Impostos (DGCI) visitaram as instalações da editora Oficina do Livro, na Cruz Quebrada, com o objectivo de penhorar os direitos de autor do antigo homem-forte do Clube da Luz, que se encontra na lista dos maiores devedores ao Fisco com mais de um milhão de euros de dívidas fiscais.
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08-01-2008

Revisão do mapa judiciário e da organização dos tribunais

A Direcção Nacional da ASJP reuniu hoje, dia 7.1.08, com o Ministro da Justiça e o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Justiça e tomou conhecimento oficial do documento de trabalho para a elaboração da proposta de lei relativa à revisão do mapa territorial e à nova organização dos tribunais.

Divulga-se aqui o texto dessa proposta e também o documento elaborado pela ASJP, de Abril de 2007, intitulado: "A Construção do Novo Mapa dos Tribunais - Enraizamento, efectividade e mudança".

A ASJP, através do Gabinete de Estudos e Observatório dos Tribunais, vai analisar e emitir parecer sobre este documento de trabalho do Ministério da Justiça e convida os juízes interessados a apresentar os seus contributos, críticas e sugestões.

pdf Documento de trabalho do Ministério da Justiça

pdf Documento do GEOT da ASJP

Associação Sindical dos Juízes Portugueses

 
 

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